CARNE FRACA: Justiça determina afastamento de 39 fiscais investigados na 4ª fase da Operação

CARNE FRACA: Justiça determina afastamento de 39 fiscais investigados na 4ª fase da Operação
(Foto: Divulgação)

A 1ª Vara Federal de Ponta Grossa determinou o afastamento de 39 fiscais investigados na 4ª fase da Operação Carne Fraca, deflagrada nesta terça-feira (1º), inclusive em Mineiros, no Estado de Goiás.
A determinação atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), que afirma que auditores fiscais ligados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e órgãos municipais conveniados receberam vantagens indevidas da BRF.
De acordo com a Polícia Federal (PF), 60 servidores são investigados nesta fase da operação. O afastamento se refere a todos os fiscais investigados que ainda estão na ativa.
Entre os servidores afastados, estão:31 fiscais do Ministério da Agricultura;1 fiscal do Ministério da Saúde;2 fiscais da Secretaria Estadual de Agricultura de Santa Catarina;3 fiscais da Prefeitura de Mineiros (GO), em convênio com o Mapa;1 fiscal da Prefeitura de Jataí (GO) em convênio com o Mapa;1 fiscal da Prefeitura de Capinzal (SC).Segundo a PF, a BRF colaborou espontaneamente com as investigações e passou a relação de fiscais que foram favorecidos. Segundo a própria empresa, cerca de R$ 19 milhões foram pagos em vantagens indevidas aos fiscais em um esquema que durou até 2017.
Os pagamentos aos servidores, de acordo com o MPF, foram feitos em espécie ou de forma indireta, com o pagamento de planos de saúde aos fiscais e seus dependentes, ou na promoção de familiares destes servidores que trabalhavam para a BRF. "A empresa queria ter um certo conforto no sentido de não ser incomodada pela fiscalização", afirmou o delegado da PF, Mauricio Moscardi GrilloEmpresas que intermediavam estes pagamentos aos fiscais também são investigadas nesta fase da operação.
O MPF justificou o pedido dos afastamentos para que os servidores "não tumultuem as investigações, nem possam permanecer exercendo atividades que se mostram ilegais".