GOVERNO NÃO APROVA REFORMA ADMINISTRATIVA EM 2020, DIZ LÍDER DO DEM

GOVERNO NÃO APROVA REFORMA ADMINISTRATIVA EM 2020, DIZ LÍDER DO DEM
Foto: Erick Mota / Congresso em Foco

O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Efraim Filho (PB), disse ao Congresso em Foco  não acreditar que uma reforma do serviço público será aprovada pelo Congresso em 2020. “É muito difícil. Acredito que com a instalação da comissão mista da reforma tributária, esta ganhou prioridade total para este semestre. Enquanto a administrativa ainda nem proposta tem”.

Após sucessivos adiamentos desde o final de 2019, o governo federal prometeu a entrega da proposta de emenda à Constituição para os primeiros dias de março.

A resistência do presidente Jair Bolsonaro em dar andamento à reforma quase custou a saída do ministro da Economia, Paulo Guedes, do governo, conforme revelou o Congresso em Foco. Depois de anunciar que seu cargo estava à disposição, Guedes acertou  com Bolsonaro sua permanência no governo. Mas a tensão entre eles continua.

O deputado do DEM ressaltou a prioridade dada para a reforma tributária e fez uma analogia entre as propostas e modalidade de corrida. “Diria que a tributária está para ritmo de 100 metros, e administrativa para maratona”.

Também após uma série de indefinições, na quarta-feira (19), deputados e senadores instalaram uma comissão mista para unir os textos de reforma tributária em tramitação na Câmara e no Senado.

O governo também ainda não enviou os pontos que defende na reforma tributária. A previsão de início de trabalho para que deputados e senadores construam um texto comum é no dia 3 de março.

O presidente da comissão, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), disse ao site  há risco das alterações no sistema tributário não serem aprovados este ano."Cada dia que a gente perde é difícil recuperar. Este ano será muito curto. Teremos metade do ano, porque a outra será de eleição".

Lauriberto Pompeu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará. Foi repórter do Poder360 e trainee da Folha de S.Paulo e de O Estado de S. Paulo.